IoE deve ser mais aproveitada na América Latina

 Continente enfrentará o desafio da digitalização representando um avanço em competitividade.
A Internet de Todas as Coisas ou Internet of Everything – IoE, apesar de ser uma realidade mundial, precisa ser melhor aproveitada em alguns países. Com ela, é possível a conexão de pessoas com pessoas, máquinas com pessoas e máquinas com máquinas tudo através da rede mundial. Com isso aproximadamente 99% dos objetos têm a capacidade de integração à IoE. No entanto, estimam-se que apenas 10 bilhões dos 1,5 trilhão de objetos estão atualmente conectados. Essa informação comprova que existe uma fatia gigantesca para ser conectada ao que está desconectado. Grandes empresas do segmento, como a Cisco, por exemplo, calculam que esse índice pode gerar uma receita de US$ 19 trilhões até 2025. Esse montante pode ser obtido nos próximos 10 anos, por meio de investimentos de empresas interessadas em usufruir da Internet de Todas as Coisas, sejam elas corporações públicas ou privadas. Dos US$ 19 trilhões estimados, US$ 860 bilhões correspondem à América Latina. Isso significa que há um desafio pela frente: o de digitalizar os países, cidades, empresas, organizações e pessoas nesta parte do continente. Em outras palavras, é uma oportunidade singular que não pode e nem deve ser desperdiçada, pois essa digitalização representará um grande avanço em produtividade e competitividade. E, caso isso não aconteça, será como se todo esse montante permanecesse parado e ficasse sem utilidade. Mesmo enfrentando importantes transformações em relação ao desenvolvimento e à competitividade, essa digitalização na América Latina poderá representar um avanço tecnológico. Isso porque, a Internet de Todas as Coisas já é a próxima fase da Internet, sendo considerada por profissionais da área o “sistema nervoso” que aproxima pessoas e conecta informações, sejam dados ou processos. Ela proporciona mudanças na região e as mais significativas são a competitividade, emprego e o desenvolvimento do local. Afinal, a digitalização deixará os processos mais ágeis e facilitará a comunicação. A implantação desta tecnologia na América Latina criará novas ações que por consequência irão gerar novas capacidades e experiências mais enriquecedoras, além de oportunidades para novos negócios. Dificuldades para a IoE Com mais de 600 milhões de pessoas, o continente latino-americano tem sólidos fundamentos macroeconômicos. Porém, é preciso que os países aumentem suas produtividades para deixarem estáveis suas economias. De nada adiantará digitalizar os países latinos se há queda na economia mundial e mudanças nos tipos de investimentos, além dos desafios enfrentados nas áreas de infraestrutura, saúde, educação e até na tecnologia que precisam ser resolvidos. Neste momento você pode estar se perguntando: onde entra a Internet de todas as Coisas nesse cenário que visa o crescimento do continente latino-americano? A resposta é simples: aumentando a produtividade, aumenta-se também a taxa de crescimento, o que envolve da educação à infraestrutura. A digitalização na América Latina terá um papel fundamental para esse crescimento. Por outro lado, o recente relatório elaborado pela Global Information Technology, aponta que embora a América Latina tenha obtido um crescimento no que se refere à Tecnologias de Informação e Comunicação, conhecidas também pela sigla TICs, o continente ainda ocupa posição inferior no ranking. Em outro relatório, no estudo que avalia o entorno, a preparação, o uso e impacto das TICs em 143 países, o Networked Readiness Index, o primeiro país latino no ranking é o Chile, aparecendo na 38ª colocação no geral. O estudo ainda apontou que os demais países estão bem atrás. Isso deixa claro que a região ainda está defasada em termos de conectividade, em comparação com outros países e regiões do mundo. Soluções A implementação de políticas que visam impulsionar o crescimento das conexões de banda larga pode ser uma das soluções para a digitalização da América Latina. Isso porque, seu alcance ainda está abaixo da média global. O acesso às conexões de banda larga pode ser um fator limitante para a implementação da Internet de Todas as Coisas. Profissionais da área acreditam que este é um dos fatores que pode aumentar a competitividade e a produtividade das empresas e, com isso, melhorar os índices econômicos mencionados pelas pesquisas. A IoE proporciona inúmeras vantagens, não somente para os governos, mas também para o setor privado. Para isso, é importante ressaltar novamente a importância do acesso à banda larga, pois isso aumentará a acessibilidade e estimulará a concorrência digital diminuindo as desigualdades. Mas não é apenas o acesso à banda larga que trará benefícios é preciso que haja investimentos em infraestrutura e tecnologia também. A implantação integral da IoE exige mudança de mentalidade, com forte direcionamento para inovação, isso deixa evidente que a aplicação da Internet para todas as Coisas no continente latino-americano é uma oportunidade considerada iminente e não pode passar despercebida.

 

fonte: http://blogbrasil.comstor.com/ioe-deve-ser-mais-aproveitada-na-america-latina

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