10 desafios a serem resolvidos sobre a IoE

Expectativa é de que 6,5 bilhões de objetos estejam conectados à Internet sem a intervenção humana.

Uma realidade que vem conectando novos usuários e objetos a cada dia no mundo inteiro. Assim é a Internet of Everythings (IoE), ou Internet de Todas as Coisas. Ela vem chamando a atenção de grandes empresas que investem pesado em novos aparelhos e novas tecnologias, para facilitar o acesso do usuário e desafiar a cada dia o setor de TI, responsável pelo desenvolvimento dessas tecnologias. Com isso, é preciso que o profissional de TI saiba quais são os desafios que essa modalidade representa, uma vez que essa tendência logo será o maior sistema de conexão já visto.

Estima-se que dentro de alguns anos, 75% da população mundial terá acesso à Internet. Em 2015, a expectativa é de que 6,5 bilhões de objetos estejam conectados à Internet utilizando apenas a IoE. Com ela, pessoas, coisas e serviços poderão interagir de forma autônoma. Especialistas garantem que a Internet de Todas as Coisas vai ter um impacto sobre a vida das pessoas em todos os sentidos, da locomoção ao trabalho.

Com todas essas previsões de mudanças, há 10 desafios que os colaboradores de TI terão que dominar. Alguns são novos e outros já são velhos conhecidos que precisam de uma nova interpretação com base em requisitos específicos da Internet das Coisas:

 

Desafio 1: A conectividade robusta

A base da Internet de Todas as Coisas é a conectividade de aparelhos à Internet. Pode ser uma conexão ou milhares, mas elas precisam funcionar em qualquer lugar e hora. Todos esses fatores podem fazer a engenharia da IoE ser uma tarefa difícil. No entanto, é necessário um sistema padronizado como a substituição de TCP / IP com o IPv6 ou a garantia de comunicações a nível de serviços web que são baseados em http e o princípio da REST.

Desafio 2: Segurança

A segurança é uma questão delicada quando tudo está conectado. E no caso da IoE, a segurança está longe de ser 100%, mesmo que em nenhum sistema possa apresentar esse índice. A inserção de uma senha a cada acesso a um dispositivo ou sensor está longe da realidade. Segurança na Internet de Todas as Coisas precisa ser simples. Caso contrário, o gerenciamento dos sensores e coisas conectadas fica muito complexo para o departamento de TI. Por outro lado, a IoE oferece nichos para novos conceitos de segurança, que giram em torno de facilidade de uso em níveis conhecidos de privacidade e proteção.

 

Desafio 3: Os três V’s

Volume, Variedade e Velocidade, são os três Vs que desafiam a IoE. Neste sistema, as informações são fragmentadas de modo que a conexão de banda larga utilizada pode fazer toda a diferença. A questão é que quando se fala de grandes dados na Internet das Coisas, o que precisa ser feito é uma análise que garanta que apenas os dados relevantes sejam coletados. Já os dados irrelevantes deverão ser filtrados e não armazenados.

 

Desafio 4: Código Grande

Um novo tema a ser abordado na Internet de Todas as Coisas. Se há algum erro, os dados são perdidos podendo ser recuperados. No entanto, se o código não funciona, o sistema não vai para frente. Por exemplo, pense em alguns de seus aplicativos: você está programando 1000 ou 2000 linhas de código Java, então você não apenas faz a compilação, você faz a interpretação na máquina. E quantos códigos já estão na máquina, por exemplo, em todas as bibliotecas e sistemas operacionais? Como você garante que não é apenas o seu código que realmente faz o que é suposto fazer? Você escreve apenas uma pequena fração do código IoE e confia em todo mundo para executar bem.

 

Desafio 5: Modelos de Informação

É essencial para traduzir o mundo físico para um formato que pode ser manuseado por um profissional de TI. Uma maneira de fazer isso é utilizando modelos de informação. Este é o lugar onde o conhecimento de domínio é transferido para software. Para a Internet das Coisas é preciso se acostumar com o uso constante dos modelos de informação e misturá-los com as lições aprendidas a partir de operações. É neste ponto que o modelo se torna parte da realidade, e a realidade torna-se parte do modelo - que é basicamente a Internet das Coisas: conectando o virtual com o mundo físico.

 

Desafio 6: Governança

Os cinco primeiros desafios são relacionados aos profissionais de TI. Agora, a governança tem relação direta com a sociedade. Na opinião de especialistas é uma “faca de dois gumes”. Esta é uma mensagem incomum, já que o sucesso da Internet foi baseado no governo ascendente dos cientistas, programadores, hackers e comunidades. As iniciativas de governança têm que ser tanto de cima para baixo, quanto de baixo para cima. E o maior problema no momento para a Internet das Coisas é que os dois "motores" de governança não estão em ligação um com o outro.

 

Desafio  7: Prestação de contas

Na opinião de especialistas, a responsabilidade em última instância, tem o potencial para se tornar um empecilho para a Internet das Coisas, porque a confiança - um aspecto importante neste sistema - está fortemente ligada à prestação de contas. No mundo virtual a confiança entre empresas contratada e contratante é primordial. Afinal, como é possível identificar a causa principal de um defeito, por exemplo, em uma linha de código, em nosso mundo super conectado com bilhões de dispositivos, milhares de milhões de usuários, e milhões de decisões tomadas a cada segundo? Não podemos simplesmente desligar a Internet para investigar um incidente. Sendo assim, a única maneira de estabelecer a responsabilidade na Internet de Todas as Coisas é por meio da confiança entre as partes envolvidas.

 

Desafio 8: Plataformas abertas

Para a Internet das Coisas, o aspecto de abertura é muito técnico, ainda mais nos negócios. Comunidades de código aberto têm sido fundamentais para o desenvolvimento da Internet, em especial a IoE que traz mais aspectos, como por exemplo, inovação aberta, padrões abertos e hardware aberto. O aspecto mais importante para a Internet das Coisas, no entanto, é de plataformas abertas, que são a base técnica para fazer negócio. As plataformas abertas permitem criar nichos nos quais as empresas contribuem com tecnologia de negócios ou de serviços. É claro que, nesses nichos, haverá competição, mas no geral o mercado está cada vez maior.

 

Desafio 9: Modelos de Negócios

Para a IoE, é preciso encontrar maneiras de combinar os modelos de negócios de Internet convencional com os outros modelos existentes. Uma dica é gerar mais ideias do produto e oferecer serviços de manutenção preventiva.

 

Desafio 10: Ecossistemas de negócios

Um ecossistema de negócios da IoE é semelhante a um recife de coral. Há uma abundância de espécies, simbiose e co-evolução. Um recife nem sempre é um lugar aconchegante, uma vez que existem caçadores e presas. Mas a infraestrutura de um recife permite que as espécies presentes ajudem a manter o outro vivo e se adapte à mudança. Em um ecossistema, o número de participantes - desde o mundo corporativo aos consumidores - é grande, as decisões são compartilhadas, os concorrentes também são frequentemente parceiros que partilham valores semelhantes e um destino compartilhado que contribui para a sustentabilidade em vez de volatilidade.

 

 

 

 

fonte: http://blogbrasil.comstor.com/blog/bid/401306/10-desafios-a-serem-resolvidos-sobre-a-IoE

 

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