Computação em nuvem deve crescer 74,3% em três anos no Brasil

Dados mostram ainda que movimento global no mercado de armazenamento de dados na nuvem aumente de US$ 379,9 milhões em 2011 para US$ 6 bilhões em 2016.

 

Estudos da IDC indicam que até 2020 o universo digital vai dobrar a cada dois anos. Essa consultoria toma 2005 como ponto de partida e estima que em 15 anos o volume de dados vai passar de 130 exabytes para 40 mil exabytes, ou 40 trilhões de gigabytes. É um volume colossal de informações. Se todas elas fossem armazenadas em discos de Blu-ray, a carga resultante seria suficiente para lotar 424 porta- aviões americanos Nimitz. Cada navio mede 333 metros. Não é difícil entender esse aumento gigantesco: a foto do almoço em família compartilhada no Facebook, o vídeo de aniversário postado no YouTube, um filme da Netflix visto no notebook, o jogo de futebol acompanhado pelo celular…Tudo isso não existia tempos atrás e, à medida em que esses hábitos se proliferam, o espaço na rede só tende a crescer.

No mundo empresarial o cenário é igual. O próprio IDC projeta que este ano 46% das empresas latino-americanas planejam investir 25% do orçamento em soluções na nuvem. Isso faz todo o sentido. Elas têm milhares e milhares de informações que precisam ser armazenadas, organizadas e trabalhadas. No Brasil, as vendas de serviços de computação em nuvem devem crescer 74,3% em três anos. Em 2012 o crescimento foi de 68,4% e no ano anterior foi de 57%. O resultado desse impulso deve ser um faturamento de US$ 798 milhões em 2015, prevê o IDC.

Outra pesquisa, feita pela Edge Strategies em conjunto com a Microsoft, estima crescimento da adoção de serviços pagos baseados na nuvem. Nessa análise, feita em 13 países, foram entrevistados diretores do mercado de TI de mais de 3 mil empresas de pequeno e médio porte. O mesmo estudo concluiu que 30% dos entrevistados já estão utilizando serviços em nuvem enquanto que outros 48% planejam adotar o modelo nos próximos dois ou três anos. Essa tendência também ocorre com as grandes empresas. A Hewlett Packard (HP) vai aumentar seu negócio na área de informática desmaterializada com investimentos da ordem de US$ 1 bilhão na nuvem. Em dois anos a Cisco pretende investir US$ 1 bilhão e a IBM US$ 1,2 bilhão nesse setor.

Para o Gartner, instituto de aconselhamento em tecnologia, 50% das empresas deve investir em nuvem híbrida até 2017. “O uso da computação em nuvem está crescendo e em 2016 já tende a representar a maior parte dos gastos de TI. Será um ano decisivo para a nuvem, com as nuvens privadas começando a dar lugar às nuvens híbridas, e quase a metade das grandes empresas terão implementações de nuvem híbrida até o final de 2017”, avalia o Gartner.

Segundo pesquisa da Symantec, empresa especializada em segurança da informação, 90% das corporações em diferentes países e mais de 80% das empresas no Brasil discutem sobre o uso de tecnologia de computação em nuvem. Há um ano, o índice global era de 75%. Estudo similar, feito pelo IDC, constata que a tecnologia em nuvem é uma realidade: 91% das empresas latino-americanas já sabem o que é a nuvem, sendo que 47% reconhecem a necessidade de adotar esta tecnologia, 28% avaliam sua implementação, 13% já a adotaram e 6% estão em fase de expansão. Atualmente, o setor de manufatura, com 33%, é o segmento que mais investe em soluções na nuvem. Ele é seguido por 29% da área de telecomunicações e bancos, revela o IDC.

Essa explosão de dados na Internet tem um aspecto importante que precisa ser considerado. De que adianta ter tantos dados e informações disponíveis se não for possível organizá-las para tirar proveito da base de dados? É exatamente por isso que tantas empresas estão testando sistemas, equipamentos e modelos comerciais que resolvam essa questão de como lidar com o excesso de informações. Uma das alternativas encontradas é a tecnologia do chamado Big Data que se baseia em 5 “V” (velocidade, volume, variedade, veracidade e valor).

As aplicações possíveis são infinitas e vão desde o desenvolvimento de produtos, adaptados ao gosto do consumidor, até a oferta de novos serviços públicos por governos interessados em melhorar a vida do cidadão: sistemas que ajudam a melhorar o trânsito, identificar criminosos no meio de uma multidão, prever tsunamis etc. Dados em tempo real somente agregam valor se forem transformados em nova informação também em tempo real. A interpretação humana de dados ao usar o tradicional método de “business intelligence” para as análises não tem escala para lidar com o atual volume de informações. Hoje as empresas trabalham com o sistema de dados tradicionais, as “datas warehouse”. A previsão do IDC é de que o movimento global no mercado de armazenamento de dados na nuvem aumente de US$ 379,9 milhões em 2011 para US$ 6 bilhões em 2016. A proposta da nuvem é permitir que, via internet, o usuário acesse por computador, tablet ou celular o quiser: documentos, fotos, imagens, vídeos, software etc.

*Bill Waid, vice-presidente de plataforma de gerenciamento de decisões da Fico

 

 

 

 

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