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Cloud Computing - 10/06/2011

Nuvem: tudo está realmente seguro?

Entenda os riscos e benefícios do Cloud Computing.

Enquanto muitas empresas adotam serviços de nuvem privada ou pública com sucesso, outras ainda resistem ao Cloud Computing no ambiente corporativo. Confiamos na nuvem para gerenciar serviços desde emails até transições bancárias, mas só entendemos realmente o seu risco quando a segurança ou privacidade são violadas. A divergência de opiniões ou até falta de entendimento das companhias e consumidores demanda de um esclarecimento maior do método para as pessoas entenderem os riscos e avaliarem se vale ou não à pena aderirem ao Cloud.

O principal motivo para a discussão sobre a Nuvem é pelo método permitir que dados pessoais ou informações corporativas sejam acessadas por terceiros. Apesar dos riscos, o Cloud Computing garante muitas oportunidades para evolução de serviços e redução de custos. Segundo Rodrigo Rezende, engenheiro de sistemas da VMware Brasil, o método deve ser visto como um conjunto eficiente de infraestrutura virtual. “As nuvens fornecem um conjunto de computadores virtualizados que permitem aos usuários iniciar e interromper servidores, ou, usar ciclos de computação somente quando necessário, às vezes pagando somente pelo uso”, diz o engenheiro.

Recentemente, a segurança da Computação em Nuvem foi questionada após uma falha nos servidores da Amazon, que deixou empresas como o Foursquare, Quora e Reddit fora do ar durante o incidente. No dia 26 de abril, a Sony também divulgou que sofreu um ataque de hackers através da rede on-line de games do PlayStation3 e do PSP (a PlayStation Network - PSN) e nos servidores de jogos on-line massivos da Sony Online Entertainment (SOE).  Neste caso, os "invasores" usaram a Nuvem para atacar a PSN como se fossem clientes comuns da Amazon. A falha em si não ocorreu pelo Cloud Computing, mas no ambiente da empresa, que não é necessariamente Nuvem. Segundo o site G1, o fato afetou mais de 100 milhões de usuários de todo o mundo e pôde, possivelmente, ter sido responsável por uma queda de ações de companhias envolvidas com Cloud Computing, além de empresas retardarem seus planos de mover suas operações para a Nuvem.

Lucas Eduardo Rainett, professor de ensino superior de TI no Grupo Educacional Opet, explica que qualquer ambiente, local ou Cloud, pode apresentar falhas: “Cloud é bom para empresas pequenas, que não possuem um especialista. Estas, não têm como criar uma infraestrutura local totalmente segura. Então, a segurança da nuvem é a melhor opção para elas. Já uma empresa grande, com TI especializada, pode facilmente criar a própria infraestrutura, sem depender de terceiros e garantindo uma segurança igual ou até maior do que no ambiente Cloud”.

Segundo afirmou Brad Templeton, presidente da fundação Electronic Frontier, em entrevista ao site Computerworld, uma das opções para enfatizar a privacidade e segurança de dados seria fazer armazenamentos locais e processamento na nuvem. Porém, inevitavelmente, os dados continuariam transitando pela rede, correndo o risco de serem acessados sem passar pelo usuário.

O empresário ainda lembra que não há direitos legais para se posicionar contra este tipo de situação, uma vez que, por exemplo, o Google Docs, pertencendo ao Google, garante que a empresa não seja punida judicialmente caso acesse um documento do usuário. Segundo Templeton, a lei poderia contribuir mais para proteger dados confidenciais.  Uma opção seria proteger dados com criptografia nos momentos em que eles não são necessários ou o usuário não está logado em uma sessão.

A Computação em Nuvem pode ser um caminho irresistível para empresas que desejam diminuir custos operacionais com TI a focarem em seus negócios. Porém, o professor ressalta que, em alguns casos, é mais econômico manter a infraestrutura local. “As empresas que têm seus ambientes completamente na Nuvem, infelizmente, são reféns desse tipo de situação. Uma solução é ter Cloud Híbrida (parte local e parte Cloud), ou, ter redundância de infraestrutura com outros fornecedores de Cloud”, expõe Rainett.  
 
Em termos técnicos, os benefícios dos serviços em Nuvem apresentam dados convincentes às empresas. Conforme afirma Rezende, o Cloud Computing permite que organizações mantenham em sua gestão eficiência por meio de utilização, automação, agilidade, controle e liberdade de escolha. “Os serviços da Computação em Nuvem proporcionam um menor TCO (Total Cost of Ownership – custo total de propriedade), evitam a dependência de tecnologias por permitir ferramentas de gerenciamento e manutenção. Além disso, geram uma flexibilidade com o desenvolvimento e a implantação de aplicativos, que podem ser executados em Data Center ou em um provedor de serviços em Nuvem”, ressalta o engenheiro.

O professor Lucas Eduardo defende o uso da Computação em Nuvem para crescer e diz que, nem sempre, é economicamente compensativo migrar serviços prontos para o novo ambiente (o Cloud), pois o gasto da migração não cobre a economia futura com a nuvem. “Assim o valor gasto na aquisição da infraestrutura local não será perdido, apenas haverá novos serviços em um ambiente novo. Ter toda a infraestrutura em nuvem não é a melhor opção. O ideal é equilibrar os serviços entre os ambientes e aproveitar o melhor dos ‘dois mundos’. Assim, caso ocorram problemas eventuais, o impacto será menor”, explica o professor.

Avaliar a segurança e os benefícios da Computação em Nuvem pode ser o primeiro passo para aderir aos serviços, porém, também é indispensável estudar a nuvem como modelo operacional e de mercado para as empresas. Rezende lembra que por diminuir preocupações no gerenciamento de infraestrutura física e de aplicativos, o método proporciona à organização manter o foco na inovação e no valor de seus negócios.
“Além disso, o Cloud Computing permite que as empresas decidam onde executar suas cargas de trabalho: nuvem interna ou nuvem externa, essa decisão está relacionada ao tempo, capacidade e custo necessário para executar determinada demanda”, ressalta.

Para Rezende, a Computação em Nuvem está no caminho das empresas que buscam eficiência, controle, agilidade e redução de custos. O modelo, que já se tornou padrão, facilita as metas de TI, que consistem em atender às necessidades dos negócios e gerenciar os recursos subjacentes da maneira mais eficiente possível.

“A transição para a nuvem representa uma revolução industrial para a área de TI que traz uma abordagem mais voltada para os negócios e se concentra em resultados como eficiência operacional, competitividade e resposta rápida. Isso significa que a área de TI, em vez de produzir serviços de TI, passa a aperfeiçoar a produção e o consumo desses serviços de forma consistente com os requisitos dos negócios. Desse modo, a função da área de TI muda de um centro de custo para um centro de valor estratégico”, ressalta o engenheiro.

“O modelo é inevitável, pois grande parte das empresas tem áreas de TI apenas para dar suporte ao negócio. Tudo que é gasto com TI entra no custo operacional. Baixar esses custos significa ter mais lucro e menos dor de cabeça com coisas que não são o foco da empresa”, completa Rainett.


Da Redação.



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