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Copa 2014 - 23/08/2011

A importância da TI para a Copa 2014 e Olimpíadas 2016

Leia o artigo exclusivo de Antonio Gil,  Presidente da Brasscom

O Brasil passa por um momento histórico, com crescimento expressivo da economia, projeção política no cenário internacional e desenvolvimento social. O setor de TI é, certamente, um dos mais promissores e essenciais para o desenvolvimento e a competitividade do País, já que suas soluções inovadoras perpassam todos os setores da economia. 
 
Os recentes programas anunciados pelo governo federal - Pronatec, para financiamento da formação técnica; Ciência sem Fronteiras, que fornecerá bolsas de estudos no exterior; e Brasil Maior, que inclui a desoneração da folha de pagamentos para as empresas de TI - auxiliarão ainda mais o desenvolvimento do setor e do País. 
 
O mercado brasileiro de TI emprega 1,2 milhão de profissionais e é o 7º maior do mundo, com faturamento de US$ 85 bilhões em 2010. A missão do Brasil agora é utilizar sua expertise em TI e dar um show de tecnologia na Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016. 
 
Mas também devemos entender qual é o legado que queremos deixar após os dois eventos esportivos mais importantes do mundo e como a TI pode contribuir nesse processo.
 
Esses pontos foram debatidos durante o evento “TI e Telecom na Copa 2014 e Olimpíadas 2016”, realizado pela Brasscom e a consultoria IDC Brasil, no dia 10 de agosto. O encontro contou com a presença dos Ministros Orlando Silva, dos Esportes, Aloizio Mercadante, da Ciência, Tecnologia e Inovação, e Paulo Bernardo, das Comunicações, além do Presidente do Conselho Público Olímpico, Henrique Meirelles.
 
Mais do que um espaço para discutir oportunidades relacionadas à Copa e aos Jogos Olímpicos, o evento serviu como um catalisador de ideias que podem contribuir com o País em vários aspectos chave, como transportes, educação, saúde, sistemas financeiros, segurança, saúde e energia. 
 
TI pode desenvolver soluções avançadas e inovadoras em todos esses segmentos, por exemplo, com técnicas de reconhecimento facial em localidades públicas, gestão inteligente do trânsito e diagnóstico remoto. 
 
Os eventos esportivos no Brasil serão caracterizados pela mobilidade, com a utilização intensiva de aparelhos celulares, smartphones, tablets e diversos outros dispositivos móveis inteligentes, que são responsáveis por altos volumes de tráfego de dados. 
 
O Brasil precisa investir em redes para sustentar essa movimentação, aumentar a penetração dos serviços de dados e melhorar a qualidade da banda larga. Ainda que mais concentrados nas sedes de ambos os eventos, tais investimentos poderão deixar um legado positivo na infraestrutura de telecomunicações, contribuindo para o aumento da competitividade do País.
 
A mobilidade urbana também foi tema de destaque no evento. Serão investidos R$ 8 bilhões em transporte público, de acordo com o Ministro dos Esportes, Orlando Silva. 
 
O objetivo é modernizar os sistemas de ônibus, trens do metrô e outras modalidades de transporte público, com soluções inteligentes de TI que informam trajetos e itinerários, além de fornecer acesso à internet sem fio para os passageiros, que teriam à disposição as informações sobre as competições, a qualquer momento.
 
Os desafios tecnológicos dos eventos esportivos são relevantes, mas distintos. Apesar de ocorrerem em apenas uma cidade, as provas dos Jogos Olímpicos são cronometradas e exigem coordenação extremamente articulada. Já a Copa do Mundo acontecerá em 12 cidades de um País com dimensões continentais, o que demandará preparação e investimentos coordenados.
 
Os eventos esportivos devem ser encarados não apenas como uma oportunidade para a reforma de estádios, mas também para o desenvolvimento de soluções que modifiquem o País, deixando um legado positivo para o entorno das cidades, infraestrutura e qualidade de vida dos cidadãos. 
 
Essa é uma grande oportunidade para ajudar o Brasil a buscar um novo patamar de desenvolvimento, consolidando a boa imagem que o País vem conquistando em todo o mundo. 
 
A estimativa da Brasscom e da consultoria AT Kearney é de que R$ 57 bilhões serão investidos em infraestrutura para a realização dos eventos. O setor de TI responderá por 10% desse montante. De nossa parte, faremos tudo para ganhar uma medalha de ouro nesses dois megaeventos de escala global.
 
 
Antonio Gil é Presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom)



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